quinta-feira, 29 de novembro de 2007



Um Homem na Cidade
Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.


Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dançade quem,
por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.


Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acendo cedo,
vou por Lisboa,maré nua
que desagua no Rossio.


Eu sou o homem da cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,c
om a cidade se levanta.


Vou pela estrada deslumbradada
lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresce na vela da canoa.


Sou a gaivota que derrota
tudo o mau tempo no mar alto.
Eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.
E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma florà beira mágoa desfolhada.
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.

Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também,
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem,
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis, que me quer bem.



(saudades de ser Homem na Cidade... minha Lisboa)

Silêncios procurados


comunicar com um olhar...
as palavras são desnecessárias...

comunicar com um gesto...

as palavras são indiferentes...

comunicar com um beijo...
as palavras só incomodam.


E o Silêncio é de ouro...
Protestar está fora de questão!


O silêncio tem "direitos de autor"


quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Descobri a coisa mais importante da minha vida... o USB!






Por momentos, e em retrospectiva das coisa mais importantes na minha vida, descobri que, hoje em dia, o mais importante é... o Cabo USB!


Parece estranho, acredito que sim, mas... a vida ficou mais fácil com ele... um simples cabinho, de cor desenxabida, de tamanho variável, com extremidades diferentes que... por um passo de mágica, torna o nosso dia-a-dia... facilitador. Permite connecções, transferências, ligações, partilhas... tudo sem grande esforço.

A invenção mais incrivel, depois da Roda, não duvidem!

Who can ask for more?



Prevejo o futuro das relações por USB, que tal?
Teremos conecções instantaneas, sentimentos imediatos, partilhas rápidas... enfim, bastará engrenar, escolher e fazer "download"!


Deixo no ar a pergunta: Como é que, o cabo USB mudou a vossa vida?

Feeling kind of... boring!


segunda-feira, 26 de novembro de 2007






Leio os sinais....


de qualquer direcção, de qualquer quadrante...



Os sinais da vida, os sinais da idade, os sinais do tempo.. que passa, e que ás vezes por querermos, não voltam atrás.


Sinais de precaução, de perigo, de constatação ou apenas de lembrança... estamos vivos e por aqui andaremos... mais algum tempo.


Sigo os sinais com leveza, com o querer acreditar que estou no bom caminho... na minha parca opinião e condição de SER. Diferente aos olhos dos outros, provavelmente. Mas fiel ao principios que me rejo.


Não abdico dos sinais "ferozes" do homem... da impiedade de querer construir/destruir... Avançar/Regredir...


Acredito nos sinais... Nos sinais da vida, da bondade, da Humanidade...


Vês os sinais? Descreve-mos....

Hoje é um bom dia... para começar alguma coisa!



Hoje é um bom dia para começar alguma coisa....
Alguma razão? Todas e nenhuma em especial... apetece-me. Imaginemos que faço por capricho... por vontade própria de me expressar, por redenção? Talvez... Apenas prefiro constatar que... Apetece-me começar alguma coisa... E como todos os começos... apenas fico por estas palavras, pertencidas a outras "mentes brilhantes". Um até já....





As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moço perdido
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

(Mariza....)